eu mesma há anos…

Há dias estava analisando uma amiga em fim de adolescência -  lugarzinho para o qual eu não voltaria nem arrastada pelos cabelos- e  notei: tudo que detesto nela, eu fui naquela fase.

Excesso de críticas, hoje percebo: descredibilizam o autor.  Não deixei de ser ácida nas minhas críticas mas hoje relevo bem mais. Estou até ficando ponderada, Creia.

Lembro dos meus inquietos 20 anos, e não faz muito tempo. Era um saco! Lembro do mau-humor de cão, da insatisfação com o mundo e fico aliviada de ter chegado aos 24. Redentores anos!

Hoje eu não acredito em mau-humor, só critico o que realmente vale a pena e sou muito mais segura, conseqüentemente, aprendi a ser feliz! As pequenas coisas não me incomodam e as críticas que recebo são muito bem analisadas em relação à procedência.

Um exemplo: eu teria uma síncope aos 20 se alguém criticasse os meus textos. Hoje eu simplesmente penso: onde o cara escreve para me criticar? ele é meu concorrente nas bancas? não é? então eu abstraio…

Uma das grandes atitudes a mudar a minha vida foi o não “chutar cachorro morto” . Putz, a pobre criatura é um nada, um fracassado, ninguém ouviu falar nela, ela te critica pra te dar ibope.

Vai te stressar pra quê? não vai ganhar nada além de rugas. 

Esta “amiga” eu descobri via blog que me acha idiota, vou lá “dar de dedo na cara”? Na idade dela, confesso, eu iria sim. Hoje, ela critica tanto tudo que perdeu a credibilidade, uma hora dessas, se dará conta disso por si mesma.

Outro ponto de vista é: o que é ser legal pra ela se todos os seus amigos são fracassados? Logo, infiro que é mais interessante ser idiota sob a ótica da moça…

Obrigada, Senhor, porque sou idiota!

Publicado em: on Julho 1, 2008 at 4:47 pm Deixe um comentário