Terapia à distância…5 anos após fugir do divã

against_the_pale_sky_4_b2

Há cinco anos não deito no divã do meu analista, que por vezes, e durante sete longos anos, fora minha figura paterna em meio a uma adolescência atribulada. Admito que sinto falta das horas discorrendo acerca da minha vida (confusa).

Sal, se você ler, é minha sessão de “análise tipo resumão”… só que aqui quem fala não é mais a adolescente perdida, com baixa auto-estima, é a adulta completamente atônita com um mundo cheio de conceitos que quanto mais se pratica, mais caem por terra.

 

Nestes cinco anos, Sal, eu saí da casa da minha mãe, mudei de estado, de faculdade umas duas vezes, de emprego(sim, eu trabalho!) umas 20, de casa umas 12 pelo menos; fiz mais duas tatuagens, emagreci e engordei uns 80 quilos.

 

Não, não peso mais três dígitos como naquela época, mas tenho oscilações freqüentes, você já me alertava sobre isso, eu sei.

Aliás, agora meu maior problema, felizmente, não é peso. Até porque, visto o tão sonhado 42 e minha vida amorosa continua aquela “m” que você conhece. Sim, eles continuam sumindo sem me dar explicações. Pelo menos não tive mais noivos gays, o que por si só já é um progresso. Tá bom, não posso reclamar tanto, tive um namorado por três anos que é um querido, me salvou de mim mesma e que teria me amado pra sempre se tivesse lhe dado o devido valor na hora certa.

 

Descobri que sempre estivera correta em relação à minha escolha profissional, o que me dá prazer é a reportagem mesmo, encontrei-me dentro duma redação, mais precisamente no jornalismo investigativo. Planos a longo prazo? –Quero ser correspondente de guerra, pode até ser na Faixa de Gaza, você ainda vai me ver na TV com munição traçante cortando o céu atrás (e creia, eu serei a pessoa mais feliz do mundo neste momento enquanto a mãe vai estar em casa rezando a São Jorge pra me proteger!). Hum, também quero ter uma filha, tão linda, esperta e parceira como a vivi, filha da Paula, quem eu ninarei ao som de Nando Reis nas noites de calmaria em algum lugar quente do planeta. Outra mudança: eu odeeeio frio! Vou morar na Tailândia, no Marrocos, em Dubai, sei lá, mas nunca mais usarei blusa de lã, e isso não é negociável!

 

 Minhas crises com a mãe? –Não existem mais, a distância e a saudade não nos deixa brigar, nossa relação está ótima, reconheço suas qualidades (e ela, as minhas) e entendo seus erros, aprendi a amá-la como é e a parar de cobrar o que não pode me dar, descobri que “cada um só pode dar o que tem”.

 Meu pai? –Não sei, confesso que não falo com ele há meses, e nosso último encontro foi só por causa duma assinatura que precisava, trocamos palavras superficiais e foi muito bom…a distância segura, os segundos exatos para não despertarem minhas dores, melhor assim.    

   Minha irmã-filha? -Está cada vez mais linda, se tornando uma mulher e minha maior dor é não estar lá para dar palpite na cor do seu cabelo, se liga para o ficante ou não, ajudá-la a escolher roupas…(eu sei que foi minha escolha ir embora porém me dói saber que sofre com minha ausência) Você sabe, ela sempre foi o meu orgulho e o meu coração e continua sendo, até mais agora, se é que é possível amar mais do que eu a amava já. É o amor dela que me dá forças muitas vezes, a certeza de ser importante para alguém…quando olho pra ela sinto que fiz um bom trabalho, ela não é só bonita, é esperta -tb, aprendeu a ler com 4 anos com a mana aqui-, inteligente e sobretudo humana, ela adora criança e quer melhorar o mundo como eu. Antes de partir, ficava me perguntando se havia passado a ela ensinamentos úteis e os mais importantes.

 Lembro de ter a sensação de missão cumprida um pouco antes de ir, quando assistíamos a uma matéria do Jornal Nacional sobre mendigos assassinados a pauladas enquanto dormiam em SP,quando ela virou pra mim, não conseguia falar, chorava copiosamente – tanto quanto eu- e disse: -“mas eles já não tinham nada!”. Sim, ela é sensível como eu embora talvez menos ingênua, não acredita que o mundo possa ser salvo, quer apenas fazer a sua parte. Os seus planos me enchem de brio, da última vez que me contou, continuava querendo adotar um monte de crianças  – sim, a criatura quer uma meia dúzia pelo menos!- para ter uma família grande e a casa repleta de sons e movimento, quer ser mãe… e se sobrar tempo, engenheira civil.

 A Pri é a minha saudade apertada, o meu abraço, minha companheira, minha cúmplice, meu amor mais puro, a melhor parte de mim…é o meu presente dos céus. (Chega de babar!!!)

 

Outra coisa que me preocupava quando você me ouvia era relacionamentos, tenho de dizer, meu gênio forte continua a assustar as pessoas, ah, e tem umas viagens espirituais que tenho de te contar depois. Acho que neste momento, meu maior desafio é me “domar”, amenizar esta minha tendência a ser sincera e direta, a verdade é que todos clamam por verdade mas ninguém está realmente preparado para ouvir “olha, eu acho que com esta roupa tu parece uma puta de BR.” Ok, ok, tenho de ser mais delicada, estou treinando o silêncio e a delicadeza.

 

Amigos? Se eu te contar que continuam os mesmos você não vai crer, a Paula e a Pri. Tá tem aquela outra de SM também mas, ainda tenho dúvidas sobre alguém que na minha frente me critica e nas minhas costas me copia, exercício da tolerância. Do pessoal que me cerca hoje em dia, é lamentável a minha solidão, não há amizade entre jornalistas, estão todos torcendo para que eu caia, não só eu, qualquer um.

 

Continuo me relacionando melhor com homens do que com mulheres, talvez pela minha visão mais sem complicações das coisas (não, Sal, ainda não acredito em TPM!). Ou seja, sou a mulher que eles adoram como amiga e que elas odeiam perto do namorado, ficante, rolo, amor platônico…engraçado, pelo menos isso era diferente quando eu pesava 3 dígitos. Elas se aproximavam de mim para tirar informações sobre eles, hoje elas não me querem por perto, represento perigo, pode? Maldita insegurança! E assim meus amigos se afastam também, bom, problema deles, perdem uma amiga leal daquelas que não existem mais por aí.

 

Meus grilos com aparência se dissiparam no ar, como que por encanto, aliás, eu diria até que agora sou auto-confiante até demais. Tem que ser a Joana Prado pra me deixar com o pé atrás. Mesmo assim, as coisas não têm funcionado, Sal, não estou entendendo direito o porquê. Pensa, no tempo que eu era o patinho feio, aproveitei para desenvolver outras áreas como leitura, música, cinema, cultura geral. Acumulei uma boa bagagem nas noites da minha adolescência enquanto minhas colegas dançavam e beijavam na boca e eu devorava (além de guloseimas) pilhas de livros, filmes, CDs…aprendi até a cozinhar, e muito bem obrigada. Ah, de lambuja o cidadão que se candidatar à vaga de meu namorado ainda leva poesias sussurradas ao pé do ouvido, massagem relaxante, parceria de praia, boteco, viagem de última hora e discussões filosóficas.

 

Em suma, sou uma mulher bonita, muito bem-humorada, culta, inteligente, tenho um bom papo, me arrumo em 5 minutos, não tenho medo de barata, sou decidida, tenho boas habilidades embaixo dos lençóis, não sou fútil, sou independente, educada (quando a situação exige) e ainda não entendo: o que é que não flui afinal? Cadê o meu príncipe encantado? Segui as regras, sou tudo isso, e agora?

 

Tá, Sal, por hoje é só, adoro falar e continuaria aqui por mais dois dias entretanto, nossa uma hora já se foi, outra hora te conto mais sobre minha vida.

 

Publicado em: on Outubro 27, 2008 at 8:12 pm Deixe um comentário

Apenas mais uma parte de mim q vai embora

beach_telegraph_b

Aqueles dias já haviam sido pesados o bastante pra mim, mesmo pra mim, mais resistente que a maioria dos mortais do sexo feminino. Ainda mais um golpe estaria por vir e não pouparia novamente da dor da perda. Às vezes acredito que estou aqui com a simples missão de aprender a perder…aprender a deixar ir embora…

 

Há um ano já havia lhe dito que não o queria mais, entretanto, durante todo este tempo, nos encontramos furtivamente, algumas vezes por minha vontade, outras, por sua mas sem nunca deixar a sensação de nos pertencermos. Era simples, você sempre estaria ali para me abraçar e me dizer palavras de apoio quando o mundo todo parece contra mim. Várias vezes lhe disse que você era minha família, meu colo, meu chão e já havia sido meu céu.

 

Embora temesse a distância, que fatalmente viria a aumentar, acreditava que poderíamos voltar a ser como éramos sem precisar que nos desligássemos. Não deu, adiamos demais, eu mais do que você, numa atitude cínica, procrastinei o nosso fim. Até que ele resolveu se jogar na minha frente num momento em que eu precisava desesperadamente do seu abraço… era a vida me afirmando que chegava a hora de andar com minhas próprias pernas, sem escudos, sem muletas… o caminho seria duro mas apenas meu.

 

Lembro-me de ter caminhado sem rumo por vários quarteirões, numa imensa sensação de vazio que me tomava, as lágrimas eu conseguia conter porque estava em choque. Comprei uma corrente longa de prata 925 numa loja que adoro, a mesma da qual você me deu aquele anel no meu aniversário, e o vazio não passava. Comi uma fatia de bolo de chocolate, o vazio ainda estava ali, dormi por mais de 14 horas…a lacuna permanecia. Tentei tudo que poderia me aliviar, não adiantou. Esta dor eu teria de sentir sozinha, até o fim, eu mesma teria de lamber minhas próprias feridas que insistiam em não cicatrizar.

 

Na última vez que conversamos, nossos três anos passavam na minha cabeça com um detalhamento rico e torturante ao mesmo tempo. Estava ali, parada na sua frente, fingindo segurar a barra e deixá-lo ir, tentando te desejar boa-sorte na nova fase e por dentro, quase morrendo, queria gritar, chorar, espernear, fazer mais uma das minhas cenas dramáticas (que tantas vezes funcionaram) e notava que seriam em vão. Naquele momento admitia para mim mesma que havia te perdido, e isso era doloroso demais para alguém que estava lamentando duas perdas num período curto de 3 dias.

 

Quando te vi indo embora, a sensação era de alívio, estava menos agoniada porque conseguira te desejar felicidades do fundo do meu coração, a dor não havia me deturpado, enfim. Agradeci a Deus pelas coisas que você me ensinou, o apoio que me deu quando nem eu mesma acreditava em mim, o amor puro que me dedicou tão leal e pacientemente durante tanto tempo que fez tudo que veio antes de você se tornar irrelevante.

 

Quero você livre para sentir isso de novo, para fazer por alguém o que fez por mim…fica aquela frase que jamais esquecerei quando você assistia num sábado à tarde a reportagem do Bruce Sprengsteen e sua volta à banda original.

 

“Tomara que a gente seja assim: separe para notar que nada poderia ser melhor do que já tínhamos”…

 

 

P.S.: Sem promessas e sem artifícios, eu vou te amar pra sempre.

 

E neste momento, invade o espaço o som de uma antiga canção, um pouco chiada pelos quase 40 anos de gravação e começo a cantarolar baixinho acompanhando o lagarto-rei…“This is the end”…

 

Publicado em: on Outubro 24, 2008 at 11:50 pm Comentários (2)

Congratulações instantâneas

Não é tão difícil melhorar o dia de alguém…

Notei isso hoje pela manhã quando escrevi umas palavras sinceras a uma amiga muito especial.

Seu dia, até aquele momento, estava sendo péssimo e minhas palavras o melhoraram quase que instantaneamente segundo ela.

E juro, não estava jogando confetes ou rasgando seda para fazer média com ela, até porque, nos conhecemos o suficiente para exercermos a sinceridade uma com a outra. A mensagem falava sobre o quanto, além das várias qualidades, ela ainda é muito competente profissionalmente para uma “guria” de 20 anos. De manhã, enquanto, sonolenta, tomava meu café no sofá, eu a observava resolver “pepinos” relacionados ao trabalho duma maneira muito decidida. O mundo, literalmente, caía na sua cabeça e ela ali, com um tom de voz seguro, demonstrando que sabia exatamente o que fazer embora ainda não conseguisse pensar em nada além de esganar o culpado pelo “abacaxi” que teria de descascar.

 

Eu a olhava e pensava: que sorte eu tenho! Minha amiga não merece apenas o meu amor e cumplicidades, merece meu respeito e, sobretudo, minha admiração incontestável. Aliás, se tem duas coisas que acho indissociáveis, são amor e admiração. Não acho possível amar alguém que não se admire.

 

Entretanto, não adianta gostar de alguém se esta pessoa não o souber. É muito importante fazer com que esta pessoa saiba o que você sente, não apenas em relação ao seu apreço por ela, contudo, sobre sua admiração. Todos merecemos ter nossos egos massageados (falo isso porque ontem o meu foi tanto, que acordei com um bom-humor quase nunca dantes visto!) seja por cantadinhas na rua, flertes de mesa de bar ou um reconhecimento de alguém que o conheça o suficiente. Aliás, estes últimos, eu diria que são os mais satisfatórios por uma questão de valorização.

 

Portanto, para este final de semana, não tenho muitos planos, apenas prometo que elogiarei todos os que me despertarem algum sentimento de admiração ou mesmo que revelem beleza aos meus olhos.

 

Logo:

 

Mari, parabéns pela tua competência profissional!

Sil, obrigada pelas palavras duras e doces, mas absolutamente sinceras da madrugada de terça-feira, parabéns pela tua lealdade rara!

Rafa, obrigada pela força, você sempre me põe pra cima e acredita em mim…você me faz confiar, parabéns por enxergar além , enxergar dentro!

Lu, parabéns pelas suas determinação e persistência!

Schali, parabéns pelas fotos, Sebastião Salgado talvez não tivesse tanta sensibilidade.

Paula, parabéns por estar sempre mais e mais linda, a cada dia, neste novo visual “mãe-sem-deixar-de-ser-mulher”.

Ricardo, parabéns pelo seu inabalável bom-humor, que contagia com suas risadas espontâneas!

Poli, parabéns por ser tolerante e dar uma segunda chance às pessoas…inclusive a mim!

 

Congratulações instantâneas podem salvar o dia de alguém, se não der para salvar o mundo, dá para tentar começar pelo dia dos amigos!!!

 

Publicado em: on Outubro 10, 2008 at 2:53 pm Deixe um comentário

Conto de Fadas by Frank Slade

against_the_pale_sky_b

Ontem, na mesa do boteco, o Lu (de novo o Lu!) afirmava, veementemente, que mulheres acreditam em príncipe encantado. Lembro-me de tê-lo contrariado, brava, e dito que só criança acredita nesta lenda. Juro, até então não acreditava mesmo, achava uma idiotice este negócio…não acredito em perfeição, ou melhor, não assim como as meninas em geral.

Mal sabia eu, que horas depois, descobriria que alguém poderia ser perfeito, dentro de quase todos os quesitos que pesam pra mim…sim, ele era tudo que eu queria…e eu só notava enquanto se desenhava a silhueta do adeus.

Ele era tão bacana, não era real, até que acabei por humanizá-lo, e ainda assim, reverberava perfeição…pelos poros, em cada centímetro. E eu, ali, embasbacada com ele. Sentia-me de novo com 4 anos, quando ganhava um daqueles coelhos de chocolate de Gramado tradicionais nas minhas páscoas infantis, não sabia se o devorava (péssima expressão!) ou ficava só olhando, para não estragar…

Só que, diferentemente, do tal coelho, ele não estragou, ao contrário, parece que por algum motivo, melhorou…lembro de ter sonhado todas as noites daquela semana com ele e revivido durante os dias, tudo de novo…conseguia sentir suas texturas ainda e sentia “os tremores”-há quanto tempo eu não os sentia!- Você em preto e branco; eu, technicolor…

Começava a entender a célebre frase que Frank Slade, interpretado por Al Pacino, sussurra no ouvido do seu par de tango em “Scent of a Woman”: “-em um minuto se vive uma vida”.

 

Contudo, como todo conto de fadas, também há final feliz para este… o príncipe voltou para o seu castelo com sua princesa -quase- encantada e a princesa aqui, que chegou 3 anos atrasada, foi mudada para sempre, ainda que não tenham sido felizes juntos por toda a eternidade. Neste conto de fadas insólito, como que contado por Frank Slade, a princesa atrasada descobriu que existem príncipes… e que o seu deve estar por aí, procurando-a também…

 

 

Aquele abraço é mais uma tatuagem invisível na minha pele, o beijo de despedida que tentava te prender, ainda que fosse por mais um minuto apenas -eu sabia que os guardaria em uma caixinha para mostrar para os meus netos.

 

            Desejos de que o vazio de seu olhar perdido seja logo substituído pelo brilho de estar completo…saudades infinitas e boa-sorte!

  

Publicado em: on Outubro 6, 2008 at 1:56 pm Comentários (2)

Que venha o sol, que venha a vida!!!

uttam_b

Hoje de manhã, ao acordar senti algo que há alguns meses não sentia, clima de verão. Aquele ventinho quente namorando minha pele, fazendo meus cabelos dançarem uma canção de renovação tropical, e me dando a sensação de estar viva.

 

O verão me traz a transmutação do frio, que é sisudo, triste, fechado, que me deprime. Alguém esta semana me perguntou quais os meus planos a médio e longo prazo, lembro de ter respondido a essência mas esqueci algo muito importante: quero sempre viver no calor, abrir todas as manhã a janela e ter este ventinho gostoso e quente na minha pele, me trazendo alegria e esperança. Quero morar em Cancún talvez, ou qualquer lugar que eu não sinta frio.

 

Quero poder dormir só de lençol, não ter de usar casacos pesados, banhos muito quentes, hibernação voluntária, guarda-roupa em tons cinzentos e sapatos pretos. Quero vinho branco gelado numa espreguiçadeira debaixo do guarda-sol, vestidos curtos e frente-única, quero roupas coloridas, bronzeado na pele o ano todo, quero banho de mar e generosos decotes, quero minhas tatuagens à mostra…quero a lascívia que só o verão me traz.

 

Sim, o calor também deixa minha vaidade mais latente, quero aquelas cantadinhas agradáveis quando coloco uma mini-saia e saio na rua, quero escolher biquínis, calçar sandálias abertas, quero tudo aberto, quero minha alma aberta…aberta para a vida, aberta às possibilidades, aberta a mudanças…quero massagens no meu ego!

 

Não são apenas as roupas que ficam leves no verão, a alma também fica, decepções no verão são mais fáceis de se lidar, é só deixa o sol entrar…as bebidas são mais leves, as comidas, as risadas, os semblantes…eis a leveza de ser!!!

 

Confesso que não vejo a hora de chegar o intervalo, fugir para casa, colocar o biquíni e me atirar ao sol, me entregar a ele e a tudo, me lambuzar de bronzeador e filtro solar, tomar uma água de coco gelada e ficar olhando o mar só para me sentir viva de novo.

 

E as noites? Shakespeare, do alto da sua sabedoria, já escreveu

“Há quem diga que todas as noites são de sonho;

mas há também quem afirme que nem todas:

só as de verão.”  Bom, sou destas últimas, venero uma noite de verão, onde tudo é possível e estamos todos libertos…

Eis o fascínio do verão, a concreta sensação da possibilidade.

 

O que eu quero da vida?

-Simples, quero a leveza dos dias e a mágica das noites de verão para sempre…

 

 

 

Publicado em: on Outubro 2, 2008 at 2:11 pm Deixe um comentário