O amor sempre acaba. Numa esquina. Numa praça. No lugar que começou. Acaba com um beijo. Com um grito. Com a melhor ou a pior transa da sua vida. Termina no caos. Em sangue, suor, desesperança. No silêncio. No escuro. Nostálgica ou idilicamente. Mas ele sempre acaba.
Acaba e leva consigo a paz e o desespero. O amor traz a inquietude. E quando acaba pode levá-la ou não. Escolha aleatória dele mesmo. Acaba numa manhã raiando ou num abraço de despedida. Acaba num tapa. Num telefonema.
O amor acaba. Ponto.
E agora me pergunto: -devo te confessar o inconfessável?
“se a gente não diz, não grita, o momento passa”…e amor não é amor quando é escondido…
Preciso que saibas. Ainda que não mude nada:
Aqueles foram os momentos mais felizes da minha vida. E todo o resto da minha vida será apenas o resto da minha vida…
Eu te amo!
O amor acaba e estamos sempre prontos pra que ele renasça. Renasça numa manhã de chuva. Numa praça movimentada. No corredor do prédio. Num tropeço. “A procura medrosa, paciente de mais e mais amor”…
(Autor desconhecido)
Reza a lenda que às vezes- quando estamos surdos a ele- o nosso anjo da guarda fala pela boca de nossos amigos. Neste caso, acredito que falou pelos dedos dos meus. Obrigada aos que se deixaram ser instrumento dele.