Eduardo e Mônica

whats_that_then_bHoje reencontrei uma amiga que não via há meses e tive de desfazer uma das suas ilusões[foi mais forte do que eu!]. Há algum tempo, depois do término do meu antigo relacionamento, quando ela o viu com outra pessoa, me disse algo que carrego até hoje. Chegou, chocada, na minha casa e esbravejou: “-meu, quando eu vi ele com aquela moça [ok, não foi bem moça o termo usado na ocasião, confesso] me caiu a ficha: vocês realmente terminaram. Não tem volta.”

                    Na verdade, ela e quase todos os mais próximos não acreditam até hoje no término. Têm uma esperança, ainda que remota, duma reconciliação. Porque terminamos amigos. O amor homem-mulher [Eros] mudou. Continuou sendo amor [Ágape] mas agora Philos. Amor de irmão, de cúmplice. Amor que continua a proteger. Amor que se alimenta da felicidade do outro.

                      Tenho uma lembrança viva da expressão dela enquanto falava sobre a ficha cair. A decepção era visível naquele rosto que já havia sofrido um divórcio e tinha voltado a acreditar no amor olhando pra mim. Ela lamentava: -“Meu deus, se vocês terminaram é porque nada mais nesse mundo foi feito pra durar. É como se Eduardo e Mônica tivessem pedido o divórcio.”  

                  Então hoje, enquanto tomávamos um chope e falávamos sobre relacionamentos, tive de contar o que calei naquele dia: -“amiga, Eduardo e Mônica se divorciaram em meados dos anos 90.” Cortou o meu coração decepcioná-la novamente. Neste momento, ela brada: -“mas nenhum  casamento mais dá certo. Que horror!”

                   Discordo. O que é dar certo? Durar infinitamente ou ser bom para ambas as partes? Se dar certo é ser eterno, dificilmente vai-se encontrar algum mesmo. Ou vai achar mulheres carregando como estandarte o lema: “não sou feliz mas sou casada”. Entretanto, se “dar certo” for ficar junto enquanto for bom para os dois. Enquanto se fizerem felizes. Enquanto houver amor o suficiente [e respeito] para serem amigos confidentes, parceiros, então creia, o meu quase casamento deu [e muito] certo! Vinícius estava coberto de razão : “ que não seja imortal, posto que é chama mas que seja infinito enquanto dure”.

Publicado em:  on Setembro 28, 2009 at 6:14 am Comentários (1)

Pequenos mimos merecidíssimos

maquiagem-personalidade-1Sexta-feira ouvi, acidamente, um comentário péssimo a meu respeito. Em meio a uma situação desagradabilíssima, fui chamada de “uma mulher de hábitos caros”. A pessoa em questão referia-se às minhas compras no mercado na semana anterior. Havia-me encontrado na fila do caixa e identificado [indiscretamente] na minha cestinha pão integral light, torradas, patês de salmão rosa, de queijo com salmão e de ervas finas com azeitona roxa. Além, é claro, de uma lata de Capuccino.

                      O comentário me soou recalque do autor mas retificando: não, não sou uma mulher de hábitos caros. Sou sim uma mulher solteira, sozinha, independente. Trabalho oito horas por dia, assisto a aulas mais quatro e passo meu tempo livre lendo, cuidando de questões práticas do dia-a-dia ou num ônibus intermunicipal em direção à faculdade. Fora as noites em claro estudando [bendito capuccino!]. Não tenho filhos. Não tenho com quem me preocupar além de mim mesma. Por isso as regalias com que me presenteio. Sou a pessoa mais importante da minha vida [ah, as vantagens da "single-life"].

                                       Não é luxo não. São pequenos mimos permitidos ainda que com um salário bem longe do dos meus sonhos. Como diria a Ju: regalias fornecidas mesmo “sem um pinto pra dar água”. Não há como comparar minhas compras com as de colegas de trabalho pai de três filhos, esposa assistindo a “vale a pena ver de novo” em casa e prestação de carro para pagar.

                                   Tenho simplesmente de me preocupar comigo e, sobretudo, me recompensar pelo meu dia-a-dia atribulado em que consigo me sair bem em todas as minhas funções. Ótima aluna, boa profissional, dona-de-casa suficientemente zelosa, e ainda acho tempo para ser amante compreensiva, lasciva, bem-humorada. Leitora ávida, escritora em fase de aprendizagem…

                                        Por todos os papéis que desempenho [maquiada e de salto], havia pouca coisa naquela cestinha. Eu mereço Champagne, meu bem. Uma garrafa borbulhante em plena terça-feira enfadonha para me congratular por quem sou. Não sou uma mulher de hábitos caros. Sou simplesmente uma mulher que reconhece o próprio valor.

Publicado em:  on Setembro 21, 2009 at 12:53 am Comentários (1)
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Srta. Cultura em momento de síncope

do_you_want_me_to_look_up_bHoje, lendo o Blog da Atlântida Santa Maria, me peguei chorando. Sabe aquele choro em que se faz beicinho e solta um “eu quero!”?  Raiva, inveja, frustração. Li um post da semana retrasada. Noite de 4 de setembro. Os Titãs fariam show por lá. Puuutz, lembrei de cada vez a que os assisti quando era adolescente. Aliás, tantas bandas bacanas eu vi por terras santamarienses.

 

                                Acho que o choro foi tristeza. Pensei direitinho. Faz anos que não vou a um show de rock nacional. Anos. Simplesmente porque moro em Balneário Camboriú. O paraíso da música eletrônica, do sertanejo Universitário mas MPB e rock brazuca que é bom, nem sombra.

 

                                    Olha, nada contra a cidade, afinal, eu moro, trabalho e estudo por aqui. Coisa inviável em Santa Maria. [Tudo que a gente faz -ou se obriga- por um grande plano]. Mas confesso, é muito estranho às vezes. Mesmo há quatro anos vivendo como catarinense, não me acostumo. Não me acostumo à falta de cultura.

 

                                      Não me acostumo à escassez de livrarias. Gente, eu amo Livrarias! Passar tardes lendo trechos e flertando com grandes autores por estantes… Totalmente navegação de pilhagem… Por aqui, além de poucas Livrarias, a pouca variedade de títulos é deprimente. Se descrever a minha odisséia esta semana para comprar um livro finalista do Prêmio Jabuti 2009, ninguém acredita.

 

                                 Não me acostumo a não ir a shows bacanas. Pra cá só vem Vitor e Leo e cia. Não me acostumo com o preço extorsivo do Cinema. Não me acostumo sem as Feiras do Livro. Os cafés. As conversas em mesa de bar tocando música ao vivo [isso é muito raro por aqui]. Sempre aportam em BC djs famosos, aquela coisa toda que me soa reunião de drogados apenas. Só tomando bala pra agüentar aquele som repetitivo e intermitente martelando uma noite inteira na cabeça. Fora que parece o mesmo cd tocando por horas incontáveis.

 

                                Não me acostumo a caminhar por corredores de locadoras abarrotadas de DVDs e não achar sequer um Ettore Scolla, um Fellini…[um, só unzinho, por favor!] Não me acostumo  a não ouvir um Fito Paez no rádio, aleatoriamente.

 

                           Não me acostumo a não ter um jornal diário decente produzido no Vale para ler de manhã. Pelo menos, sem erros crassos de Português e sangue escorrendo pelo canto da página. Não me acostumo a não ter uma rádio de notícias locais sem comentários carregados de politicagem barata. Não me acostumo com ignorância.

 

               Me chame de bairrista, mas me desculpe, me criei na “Cidade Cultura”. Acho tudo isso violentamente patético.

 

                           Tudo tem dois lados. E este é o lado B da Disney catarinense. O RS também tem seu lado B contudo, a visão é turva quando se está longe. A saudade embaça. Que fique bem claro: este não é apenas mais um dos meus textos carregados de bairrismo. Tem muitas cidades menores que têm uma vida cultural mais interessante que BC.

 

                               Como cantaria Humberto Gessinger “um fim de semana em outro mundo pode ser a salvação…só se for contigo, só contigo duas noites no deserto”. Pri, te encontro numa Porto muito Alegre no próximo feriado. Rola? Me responda com “Pinhal”

Publicado em:  on Setembro 18, 2009 at 3:59 pm Comentários (3)
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A incerteza e a nuca

         portrait_week_2_b Alguém já escreveu ”o princípio do amor é a incerteza.” A permanência incerta do ser amado nos seus braços. Concordo em parte. O princípio do meu afeto é a incerteza. Mas não sobre você. Sobre mim. Sempre sei quem sou, o que quero e porque quero. Tua presença leva por terra todas as minhas certezas. Não é insegurança. É uma falta de lugar para as mãos, a preocupação se o sorriso não parece tolo, se a unha está desbicada [tormento, sempre está!]…Eu, tão acostumada a dominar as situações. Me perco sob circunstâncias que comandas. E gosto desse perder-me [intriga, instiga, inspira].

 

                   Sobretudo é uma incerteza de porquês. Já não sei exatamente porque escrevo. Começo a ponderar se não o faço apenas para retratar tuas nuances. É público e notório: tenho mais vontade de bater nestas teclas desde que [re]surgiste. Meus olhos e meus sentidos se aguçam para qualquer manifestação tua. Estruturo, mentalmente, textos quando viras de costas pra mim, na cama, e me desvelas tua nuca. Quando sinto a pele do teu dorso tocar meu colo. Tentando descrever teu cheiro [doce e ácido]. As exatas três linhas formadas nas tuas costas e o calor que brota do teu corpo. Confesso, normalmente, enquanto dormes, te observo. [Corre, Bino, é uma cilada!]

 

                 Tenho a péssima mania de dormir logo após “dar corda ao relógio do mundo” e do teu lado, não o faço. Fico sentindo teus batimentos espaçarem-se, tua respiração acalmar até se tornar profunda. Não me incomoda teu sono, toma-me de zelo absoluto. Fotografo, mentalmente, os contornos da tua face à meia-luz. Até que você se vira. A previsibilidade dos teus gestos me aconchega. O conhecer-te cada dia um pouco. Gosto da leveza do teu semblante e o sorriso no canto da boca [carnuda e milimetricamente delineada] nos primeiros minutos em que adormeces. Do cheiro marcante e particular exalado pela tua pele depois da missão cumprida.

           Gosto de você inteiro e de todas as assimetrias. Do teu ritmo. Mas a tua nuca…ah, a tua nuca, quando desnuda, é poesia por si só…

Publicado em:  on Setembro 17, 2009 at 2:19 pm Comentários (1)

Sobre pessoas e linhas

amoEstava assistindo a uma reportagem com o Carpinejar sobre o seu consultório poético e ele conseguiu resumir  minha busca no ato de escrever. Ao entrevistar uma moça com um bebê ele retruca: “tu pode não ter nascido para ser escritora mas nasceu para se fazer próxima de quem tu ama. E isso já te torna uma escritora.”

                        Às vezes me perguntam porque escrevo tanto sobre [e para] pessoas no blog. Minha resposta é sempre a mesma. Porque sou jornalista e, a matéria-prima do ramo é o conteúdo humano. Ok, me saio bem mas certamente não é a verdade, ou pelo menos, não a essência. Afinal, este espaço não tem ambições jornalísticas. Os textos são, em sua maioria, apontamentos [e desapontamentos, como diria o muso].

                          A verdade é que escrevo para pessoas e sobre elas porque não há nada que me importe mais. “O que importa não é o que você tem na vida mas QUEM você tem na vida.” Não foi o mundo, com sua dureza, a me mudar. Não foram as circunstâncias que me transformaram. O que me lapida são pessoas a quem me dedico.

                               Porque escrever é o que de melhor posso oferecer a alguém. Sei que não sou tão boa falando, me explicando, agindo [normalmente estabanada]. Escrever é a minha maneira de reafirmar: “ei, você é importante pra mim. Eu sou melhor porque você está aqui.”  Escrever é mostrar o quero que enxerguem  e talvez não consiga expressar pessoalmente. Escrever é parar de me esconder. No silêncio ou no exagero.

                                 Pessoas são mais importantes que lugares. Pessoas são mais importantes que grana. Pessoas são mais importantes que status. Ou não haveria explicação plausível para eu achar Santa Maria um grande lugar. Não é o lugar. É a minha memória afetiva. São as pessoas. As ruas em que eu e minha irmã construímos nossa cumplicidade. Caminhando rápido para exorcizar a tendência de engordar ou nos sábados à tarde [preteridas] quando passeávamos sem rumo e objetivo, só pra passar o tempo. Ríamos fazendo qualquer coisa ou nada…e tendo grandes momentos juntas. Porque me faz o mesmo efeito estar em qualquer lugar que quisesse conhecer quando você não está lá.

                                          Eu escrevo para pessoas porque são o que me tornam melhor. Quem não ganhou nem mesmo uma nota de roda-pé, me desculpe, não me foi importante. Quem ganhou mais que um texto, normalmente permeneceu. Escrevo para me aproximar. Para dar o meu supra-sumo: minhas linhas digitadas nesta tela branca. Porque nelas está o que há de mais verdadeiro me habitando. [“the moment of  truth in my lies...”]Para que saiba: você me é imprescindível…você me dá o que de melhor eu poderia receber: inspiração. E retribuo em linhas. Com pedaços de alma.

 

Podem dizer: coisa de poeta, não de jornalista. E jornalismo não é literatura feita com hora de fechamento?

Publicado em:  on Setembro 14, 2009 at 1:34 am Comentários (3)
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Mais uma da série: crescer é tão difícil!

garfield-coffee                 Não é novidade pra ninguém, por mim o expediente começaria às 13h. Eu odeio acordar cedo! Acho humanamente desnecessário. Pior, sou lerda antes do meio-dia. Não consigo fazer coisas básicas. Não é raro eu encontrar hematomas nos braços durante o banho e lembrar que me bati enquanto fazia café. Até meus reflexos se arrastam. Não sou mal-humorada porque nem isso consigo ser. Exigiria esforço. E eu sou um nadinha de manhã.

 

                      Ainda pior que acordar cedo é acordar cedo em dia nublado. Aquele céu sisudo, o cobertor te chamando, a vontade traidora de dormir até o meio-dia…e o celular despertando loucamente a martelar: você precisa ir para a escravi, opa, desculpa, trabalho. Odeio ser adulta às vezes! Saudade do tempo em que o relógio despertava, eu olhava pela janela e se não me agradava do clima, virava para o lado e dormia de novo.[Ok, não havia contas a pagar!] Não à toa, no segundo grau, eu tinha problemas com freqüência. Nunca fui exemplo de nada, todavia, creiam, crianças, não faz nenhuma diferença no pós ensino médio.

 

                        Já fui despedida umas três vezes porque não conseguia chegar no horário. Mas gente, 8h é madrugada! Custa entender? Além do mais, eu sou imprestável antes do meio-dia. Não consigo fazer cálculos básicos. Hoje errei uma soma de 38 dias (coisa simples: 29+9). Não consigo me maquiar [perco a firmeza no pulso]. Nem desenvolver raciocínios complexos [isso na maior parte do tempo]. Desisti de tomar anticoncepcional pela manhã. Sempre esquecia!  Só tem uma coisa que consigo fazer além de dormir. Entretanto acho que não conta porque essa também não precisa sair da cama!

 

                          E hoje é um daqueles dias em que me prostro em frente à tela para enganar o sono. [Mais café, por favor!] Na tentativa de disfarçar meu desejo frustrado: cama. Edredon. Pijama. Escuuuuro. Ainda invento uma maneira de ganhar dinheiro dormindo!

Publicado em:  on Setembro 9, 2009 at 2:04 pm Comentários (1)
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Que bonito postar bêbada…

untitled_0076_bNão me pergunte o motivo. Eu gosto de você. Apesar de vc jamais ter sido generoso o suficiente para me dizer o mesmo. Gosto de cada linha de expressão a cortar teu rosto. De cada risada que franze o teu nariz. Não resisto à nudez da tua nuca. E penso mais do que deveria em beijar tua testa…

Sentada naquela mesa, ouvindo o mesmo músico tocar canções conhecidas e tomando a mesma cerveja [auto-flagelo?] você fazia falta. Há um lugar em mim que é teu. Talvez porque  jamais o tenha querido ocupar.

E digam o que quiserem, me recuso a enxergar como um erro. Nem o início, nem a retomada. Porque me encontrava em cada riso de cretinices nossas. Em cada vez que você confessava ter-me lido.Ou cada afirmação de que tua filha é o mais importante na tua vida. Parece estranho mas era uma das coisas que me atraía em ti. Teu fascínio pela continuidade tua. A busca [inconsciente] pelo eterno. O não se perder no tempo.

Olho pela janela e, apesar de meu estado entorpecido, vejo uma tempestade violenta se aproximar. Tão lancinante quanto a minha dor. A dor de quem parte querendo ficar.

 

P.S.: se eu nunca te disse, sinto tremores quando tua janelinha do msn ou do skype sobe…paixão moderna!

 E eu teria sido sua até que os céus desabassem se você me tivesse dado um sinal, ainda que sutil.

Publicado em:  on Setembro 8, 2009 at 5:57 am Comentários (1)
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Aviso aos navegantes II

its_all_too_much_bPela segunda vez em sua história este blog entrará em recesso.

Preciso de tempo. Pra me reconstruir. Para que vocês não tenham de aturar minha fase deprê. É a maneira de manifestar meu respeito e dar o melhor de mim agora. Afinal, isso é um blog, não um muro de lamentações.

Reservo minhas lágrimas somente a mim. Quando passar, retomo daonde parei. Sempre sigo em frente com tudo apesar da dor que me consome. Dessa vez vou fazer diferente. Vou ser humana um pouco e me trancar em mim para sofrê-la até que as lágrimas sequem levando-a embora. Um abraço a quem fica. Leiam Carpinejar enquanto isso, ele é ótimo.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.” [Martha Medeiros]

Publicado em:  on Setembro 7, 2009 at 9:30 pm Comentários (1)
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o lugar

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” os livros na estante já não têm mais tanta importância

do muito que eu li

do pouco que eu sei, nada me resta

a não ser a vontade de te encontrar

o motivo eu já nem sei

nem que seja só para estar ao seu lado

só pra ler no teu rosto uma mensagem de amor”…

Publicado em:  on at 5:31 pm Comentários (1)
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Ok, ok, ok…

dream_of_the_sea_bE nessa brincadeira, eu faço de conta que gosto

você finge que acredita.

Disfarço a insatisfação num sorriso amarelo

 Você quebra o silêncio com brincadeiras tolas

 Tento te trazer pra mais perto

Você me foge.

 

 Você não me liga

 Eu não te telefono

 Você não liga

 Eu faço de conta que não me importo

 Eu te cerco

 Você se protege

 Tento entendê-lo

 Perco meu tempo

Me escondo no teu cheiro

 Tento me agarrar aos esboços de planos

 Aos indícios

 Te sinto ir embora

 Ok, uma hora eu crio coragem…

 

 

P.S.: ” o poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”… (Pessoa)

Publicado em:  on Setembro 6, 2009 at 11:31 pm Deixe um comentário
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