Detalhes…

the_kiss_that_missed_bAté você chegar eu não notava o quanto me sentia só

 Ou o quanto estava sem brilho

 Até sua chegada, de dedos rápidos e sorriso leve, eu não tinha motivos para rir sem motivo

Companhia de longas madrugadas

 de rir de si mesmo

 Sagaz o suficiente para conhecer meu riso de canto [esquerdo]

Especial o bastante pra me fazer sentir saudade.

Publicado em:  on Outubro 22, 2009 at 5:54 pm Comentários (1)
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Simples assim…melhor

and_now_she_is_five_bPoucas vezes vi tamanho susto no seu olhar como quando eu afirmei não ser apaixonada por você. Os cafés esfriaram nas xícaras. As gôndolas perderam o colorido dos rótulos da sua geléia favorita. A cena parou por instantes. Não era cena. Eu, definitivamente, não sou apaixonada por você.

                            É um pouco maior. Não há a inconstância de uma paixão. Não há desespero. Ninguém se sufoca. Não existe sofrimento. Agonia. Pressa. Eu não preciso de você. Eu quero você. Não porque você me completa. Porque me acrescenta. Me faz melhor. Eu quero teu olhar por perto. Teus dedos passeando pelo meu corpo. Teu cheiro no meu travesseiro. Quero nossas conversas regadas a café ou a edredon. Quero tardes de sol e noites de chuva com você.

                       As vezes você acredita que não pressioná-lo é uma tática para mantê-lo próximo. Ledo engano. É um aprendizado constante: curtir o dia-a-dia. Cada evolução. Conhecer teus gostos. Teus trejeitos. O que cada franzida de testa quer dizer. Não é prender. É crescer. É a primeira vez que o tempo se torna meu aliado. Eu não me preocupo com ele. Ele não se preocupa comigo. Ele me deixa viver aos poucos. Eu o deixo passar sem atropelamentos.

                          Sempre precisei de atos grandiosos. Eu queria chuva de pétalas de rosas e EU TE AMO em out-doors espalhados pela cidade. Ah, claro, tudo isso em, no máximo, uma semana. E assim como começava o encanto, desfazia-se no ar. Na terceira semana, afinal, já uma eternidade para a intensa relação, eu olhava a pobre criatura [mais tola que eu] e pensava: o que mesmo eu vi nesse próximo? Simples, não tinha visto nada. Tinha projetado carências. Nem me interessava exatamente quem fosse. Contanto que me amasse. E assim eu sumia. Acabando com os planos vitalícios já arquitetados em conjunto com a vítima. Inventava uma desculpa bem esfarrapada [ou nem isso] e desaparecia. Ansiava pela paixão [avassaladora] e não pelo amante. Me perdoem os corações que parti. O meu estava em pedaços.

                             Paixão subentende turbulências. Exageros. E exatamente por isso não estou apaixonada. É um pouco melhor. É como desligar o celular. Um não se preocupar com o depois. Um “foda-se o resto” quando estamos juntos. Não apressar nada. Nem mesmo por uma definição do que vivemos. Sem nomes. Sem pressão ou intenções. Nenhuma projeção. Eu enxergo você. Você me enxerga. E eu gosto muito de você agora. Melhor que paixão. Melhor que planos de pra sempre. Simples assim.

Publicado em:  on Outubro 17, 2009 at 7:39 pm Comentários (1)
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Te resolve, Fernandinha!

joana prado 8Deu. Cansei de ler as farpas da Fernanda Young sobre as capas da Playboy. Já está me soando dum recalque exacerbado. Ok, ela não faz parte do grupo das gostosas que estamparam a publicação nos últimos anos, mas por que razão afinal aceitou o convite pra posar? Sim, aceitou e agora brada aos quatro ventos que nenhuma capa anterior tem dez livros publicados e que vai fazer fotos de bom gosto.

Olha, acho difícil esquálida daquele jeito dar um ensaio que preste. Mas cada uma no seu terreno. Com certeza a Priscila do BBB –maior vendagem de 2009 até então- não tem a pretensão de ser uma romancista ficcional nem dar pitaco na cena literária brasileira. Qual a exata intenção de criticar as modelos voluptuosas das páginas da revista masculina mais vendida no país?

                           A mulher brasileira é, reconhecidamente, mais curvilínea. Que a dona Young está fora dos padrões,  nem se discute. Agora ela pagar de superior só porque tem alguns livros escritos, me desculpe, pega mal. Sobretudo quando a intenção é posar para a Playboy e não dar uma entrevista para a Bravo!. Primeiro, se a moça estivesse tão satisfeita consigo mesma não iria querer se enfiar num terreno que, nem de longe, foi feito pra ela. Não iria precisar provar  a ninguém que é mais sensual que as siliconadas tão em voga atualmente.

                             Posar para a Playboy, no caso dela, virou instrumento de auto-afirmação. Para as outras não, faziam pela fama e pelo dinheiro. Mais digno. Young vai posar para resolver seus complexos. Até Marília Gabriela já afirmou que chega uma hora em que a mulher não que ser chamada de inteligente, mas de gostosa.

                                Chegou a vez de Young, com um biotipo muito mais adequado a um editorial de moda, ser chamada de gostosa. Se ela é casada, deve estar faltando o marido mimá-la com o verbete que dez entre dez mulheres amam ouvir na cama: “gostosa”! Feliz dela que, na falta dum amante observador e sagaz, pode curar as inseguranças posando pra Playboy. A maioria fica encanada com seus grilos e medos sentindo-se inferior dentro de si mesma. Mas depois de todas essas farpas largadas de graça, se essa revista não vender mais que a da Joana Prado- até hoje recorde imbatível de vendagem no país- vai ficar muito feio para a intelectualizadíssima Fernanda Young.

                                 Sinceramente, Martha Medeiros é uma grande escritora e nunca precisou destilar veneno contra biótipos de revista masculina. Marília Gabriela, da mesma maneira. Maitê Proença. E são todas mulheres absolutamente sensuais apesar de cultas. Já que, segundo Fernanda, uma coisa há de ser dissociada da outra.

                                    Fernandinha, quer resolver teus grilos, bota um silicone, troca de marido, experimente sexo com alguém que fale em você durante a transa. Com um cara que te enxergue. Mas por favor, poupa meus olhinhos de tanta besteira. Te resolve, querida, cada macaco no seu galho. Afinal, tanta crítica ácida e gratuita só pode ser duas coisas: ou você é exatamente igual àquilo que critica ou gostaria de ser. No caso, ficamos com a segunda opção.

Publicado em:  on Outubro 9, 2009 at 2:44 am Comentários (2)
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