Não me pergunte o motivo. Eu gosto de você. Apesar de vc jamais ter sido generoso o suficiente para me dizer o mesmo. Gosto de cada linha de expressão a cortar teu rosto. De cada risada que franze o teu nariz. Não resisto à nudez da tua nuca. E penso mais do que deveria em beijar tua testa…
Sentada naquela mesa, ouvindo o mesmo músico tocar canções conhecidas e tomando a mesma cerveja [auto-flagelo?] você fazia falta. Há um lugar em mim que é teu. Talvez porque jamais o tenha querido ocupar.
E digam o que quiserem, me recuso a enxergar como um erro. Nem o início, nem a retomada. Porque me encontrava em cada riso de cretinices nossas. Em cada vez que você confessava ter-me lido.Ou cada afirmação de que tua filha é o mais importante na tua vida. Parece estranho mas era uma das coisas que me atraía em ti. Teu fascínio pela continuidade tua. A busca [inconsciente] pelo eterno. O não se perder no tempo.
Olho pela janela e, apesar de meu estado entorpecido, vejo uma tempestade violenta se aproximar. Tão lancinante quanto a minha dor. A dor de quem parte querendo ficar.
P.S.: se eu nunca te disse, sinto tremores quando tua janelinha do msn ou do skype sobe…paixão moderna!
E eu teria sido sua até que os céus desabassem se você me tivesse dado um sinal, ainda que sutil.
Pela segunda vez em sua história este blog entrará em recesso.
E nessa brincadeira, eu faço de conta que gosto
Assistindo ao jogo [sim, essa tragédia me aconteceu!] da seleção contra a Argentina refleti sobre uma afirmação que me criei ouvindo. “Gaúcho tá muito mais pra argentino do que pra brasileiro”. Pior que é.
Ei, psiu!
Ontem, enquanto esperava que, milagrosamente o telefone tocasse, tentava descrever como me sentia. Não consegui. Pelo menos, minha memória me proporcionou uma grata surpresa. Lembrei o trecho dum livro lido em 1998 [bem fraco, por sinal]. Putz, 10 anos se passaram…e consegui transcrever fielmente o bilhete de “ O homem amoroso”. Sem mais delongas, ficam as limhas supracitadas que me traduziam à espera do telefonema que não veio…
Confesso, meu ponto fraco é o elogio. É aí, bem nesse ponto que desempata! Mas não é qualquer elogio. Depende, essencialmente, de quem o faz. Deve haver admiração minha pelo autor para ser considerado. Logo, compartilho o motivo do meu riso de orelha a orelha hoje, quando li o e-mail da Vera pra mim. A Verinha citada no post “Pés de barro”.
Esta semana estou analisando propostas. Propostas de apartamento, propostas de emprego, convites de viagem para o feriado. Mas teve um que aceitei antes de analisar só pela justificativa do ineditismo. Foi impensado, quando vi, já tinha dito sim. Depois das quase intimações pra passar o feriado em Floripa e minha saída pela tangente com o clichê “preciso pensar”, aceitei de cara um acampamento. [Gente, com 25 anos eu nunca acampei!]. Nem lembro o destino, sei que vai ter barraca, praia, violão, fogueira e bebida…precisa de mais alguma coisa?