Que bonito postar bêbada…

untitled_0076_bNão me pergunte o motivo. Eu gosto de você. Apesar de vc jamais ter sido generoso o suficiente para me dizer o mesmo. Gosto de cada linha de expressão a cortar teu rosto. De cada risada que franze o teu nariz. Não resisto à nudez da tua nuca. E penso mais do que deveria em beijar tua testa…

Sentada naquela mesa, ouvindo o mesmo músico tocar canções conhecidas e tomando a mesma cerveja [auto-flagelo?] você fazia falta. Há um lugar em mim que é teu. Talvez porque  jamais o tenha querido ocupar.

E digam o que quiserem, me recuso a enxergar como um erro. Nem o início, nem a retomada. Porque me encontrava em cada riso de cretinices nossas. Em cada vez que você confessava ter-me lido.Ou cada afirmação de que tua filha é o mais importante na tua vida. Parece estranho mas era uma das coisas que me atraía em ti. Teu fascínio pela continuidade tua. A busca [inconsciente] pelo eterno. O não se perder no tempo.

Olho pela janela e, apesar de meu estado entorpecido, vejo uma tempestade violenta se aproximar. Tão lancinante quanto a minha dor. A dor de quem parte querendo ficar.

 

P.S.: se eu nunca te disse, sinto tremores quando tua janelinha do msn ou do skype sobe…paixão moderna!

 E eu teria sido sua até que os céus desabassem se você me tivesse dado um sinal, ainda que sutil.

Publicado em: on Setembro 8, 2009 at 5:57 am Comentários (1)
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Aviso aos navegantes II

its_all_too_much_bPela segunda vez em sua história este blog entrará em recesso.

Preciso de tempo. Pra me reconstruir. Para que vocês não tenham de aturar minha fase deprê. É a maneira de manifestar meu respeito e dar o melhor de mim agora. Afinal, isso é um blog, não um muro de lamentações.

Reservo minhas lágrimas somente a mim. Quando passar, retomo daonde parei. Sempre sigo em frente com tudo apesar da dor que me consome. Dessa vez vou fazer diferente. Vou ser humana um pouco e me trancar em mim para sofrê-la até que as lágrimas sequem levando-a embora. Um abraço a quem fica. Leiam Carpinejar enquanto isso, ele é ótimo.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.” [Martha Medeiros]

Publicado em: on Setembro 7, 2009 at 9:30 pm Comentários (1)
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o lugar

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” os livros na estante já não têm mais tanta importância

do muito que eu li

do pouco que eu sei, nada me resta

a não ser a vontade de te encontrar

o motivo eu já nem sei

nem que seja só para estar ao seu lado

só pra ler no teu rosto uma mensagem de amor”…

Publicado em: on at 5:31 pm Comentários (1)
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Ok, ok, ok…

dream_of_the_sea_bE nessa brincadeira, eu faço de conta que gosto

você finge que acredita.

Disfarço a insatisfação num sorriso amarelo

 Você quebra o silêncio com brincadeiras tolas

 Tento te trazer pra mais perto

Você me foge.

 

 Você não me liga

 Eu não te telefono

 Você não liga

 Eu faço de conta que não me importo

 Eu te cerco

 Você se protege

 Tento entendê-lo

 Perco meu tempo

Me escondo no teu cheiro

 Tento me agarrar aos esboços de planos

 Aos indícios

 Te sinto ir embora

 Ok, uma hora eu crio coragem…

 

 

P.S.: ” o poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”… (Pessoa)

Publicado em: on Setembro 6, 2009 at 11:31 pm Deixe um comentário
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Brasil x Argentina

1                                     Assistindo ao jogo [sim, essa tragédia me aconteceu!] da seleção contra a Argentina refleti sobre uma afirmação que me criei ouvindo. “Gaúcho tá muito mais pra argentino do que pra brasileiro”. Pior que é.

                                       Não me identifico nem com o futebol brasileiro. Não sei sambar. Não tomo caipirinha. Sou branca. [Lutando com as armas que a indústria cosmética me proporciona pra ser loira!] Amo uma friaca daquelas “de renguear cusco”. Um mate amargo de manhã cedo. Churrasco no findi. Café. Leio mais que a média anual brasileira só em janeiro. Não tenho bunda [sento nas coxas como diz um amigo]. Não gosto de carnaval [aquele entrevero]. Prefiro um boteco. Amo uma milonga. Fito Paez sempre me arrepia . Execro Jorge Amado. Ovaciono Jorge Luis Borges. Tenho pavor de feijoada- não me convide, a menos que agüente os próximos três dias meus gases. Tenho até uma teoria acerca do símbolo máximo da culinária tupiniquim: não é feita para o sistema digestivo humano. Comê-la é teimosia. Prefiro um alfajor a uma cocada. Mas erva mate, ah, a erva-mate! Sou de carnes e vinhos. Malbec… As charqueadas…churrasco de ovelha…O pampa.

                               Inclusive as descrições dos turistas a respeito dos dois povos me convencem do meu não-brasileirismo. Brasileiro é simpático, acolhedor. Argentino é sério. Guerreiro. Antipático. Meio grosso. Ah, e acho sim o Maradona melhor que o Pelé. Bah, de longe. O cara tinha muito mais estilo. Olha os passes longos. Fora o gosto pela peleia.

                                Mas é a história que nos diferencia do resto do Brasil. O RS foi o único estado em que os indígenas não foram escravizados durante a época colonial. Andavam a cavalo. Já desenvolviam a pecuária extensiva e,definitivamente, não eram pacíficos –não tá morto quem peleia! É, admito, estava torcendo para a Argentina naquele jogo. Valeu a vitória brasileira só por ver um conterrâneo faceiro: o Dunga.

 

P.S.: ela deixou o pampa mas o pampa ainda está entranhado nela…

Publicado em: on at 8:54 pm Comentários (2)
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Telegrama

121718Ei, psiu!

 Você pode não me ligar

 Pode não me procurar

 Pode me deixar em suspenso

 E minha companhia em segundo plano 

Mas creia, baby, você está perdendo o melhor de mim…

Publicado em: on Setembro 4, 2009 at 3:13 am Comentários (1)
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…vácuo…

             the_anti_barbie_b Ontem, enquanto esperava que, milagrosamente o telefone tocasse, tentava descrever como me sentia. Não consegui. Pelo menos, minha memória me proporcionou uma grata surpresa. Lembrei o trecho dum livro lido em 1998 [bem fraco, por sinal]. Putz, 10 anos se passaram…e consegui transcrever fielmente o bilhete de “ O homem amoroso”. Sem mais delongas, ficam as limhas supracitadas que me traduziam à espera do telefonema que não veio…

 

 

“A ninguém preciso dizer adeus

Nenhum espaço formará lugar de ausência

Pois a presença jamais tomou algum espaço.”

 

Publicado em: on Setembro 3, 2009 at 5:32 pm Deixe um comentário
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Correspondência para Santa Maria

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  Levei muito tempo para concordar com o que me disse enquanto me visitava. “Somos diferentes porque nos completamos. Tu não precisa estar o tempo todo tentando provar ser melhor que eu. Não é uma competição”.

Tenho uma dificuldade terrível para admitir meus erros. Rígida demais. Talvez por isso a dor na coluna, diria meu analista.

Eu tinha esquecido [ou tentado] o quão melhores somos juntas. Contudo,  repassei nossas fotos e percebi: independentemente do que aconteça, sempre seremos uma da outra. Mesmo com a minha estupidez ou a tua cretinice. E até nossos defeitos também são particulares. Cada uma com os seus. 

      Há coisas que só uma extrai[ou enxerga] da outra. Eu vejo o teu brilho. Tu encontra minha inocência. Ainda penso na noite em que tu parou no meio do Pingo pra dizer: -só eu sei o quanto tu amadureceu rápido, mas ainda enxergo a inocência que a pressa te roubou.

Me desculpa, eu errei. Errei quando fui embora e te deixei sozinha. [até nas escolhas certas, existem dois lados]. Tu passou tanto tempo perdida. Confesso, eu também. Nem sei direito se me encontrei já. Ambas perdidas, cada uma reagindo a seu modo. Eu, seguindo em frente e me machucando. Tu, desistindo de tudo. Pedindo para parar o mundo pra tu descer. Fico querendo que tu seja como eu e me esqueço que te amo porque tu é, na verdade, um pedaço de mim. Não um todo.

Isso não é um pedido de desculpas, é um “sinto a tua falta, guria!”. Eu, forte. Tu, doce. Eu, comida. Tu, cigarro. Eu, chapinha. Tu, cabelo molhado. Eu, Cidadão Quem. Tu, Cachorro Grande. Eu, a vó. Tu, a mãe. Eu, intuitiva. Tu, sensível. Eu, palavras escritas. Tu, expressão plástica. Como escreveu Carpinejar “crescemos. Cheias de razão. Cada uma com as suas.” E tudo isso se mistura numa caneca de chá quente no frio do Minuano cortante. Se mistura na hora da confissão. No “cuide bem da sua irmã”.

 

P.S.: até nossos tempos são diferentes. Quando sentir vontade, entra. A casa sempre será tua. Ela jamais deixou de sê-la. Porque eu aprendi, finalmente: o amor não é desespero, é paz. É recompensa.

 Trlha sonora: “duas noites no deserto”- EdHawaii

* antes de qualquer coisa: o uso do pronome “tu” não combina com a flexão do verbo porque, pra quem não sabe, eu sou gaúcha e não fresca.

Publicado em: on Setembro 2, 2009 at 7:50 pm Comentários (1)

Tive que postar…

110-000001Confesso, meu ponto fraco é o elogio. É aí, bem nesse ponto que desempata! Mas não é qualquer elogio. Depende, essencialmente, de quem o faz. Deve haver admiração minha pelo autor para ser considerado. Logo, compartilho o motivo do meu riso de orelha a orelha hoje, quando li o e-mail da Vera pra mim. A Verinha citada no post “Pés de barro”. 

Lindinha… Obrigada pelo carinho!!!!  Adorei o lay out do blog e, é claro, o tom confessional amadurecido dos textos… Parabéns, és uma mulher assumidaça!!! E por isso os homens fogem: tem medo de quem sabe o que sabemos… Eis o nosso poder! 

Bjs 

profª Vera Lucia Sommer

DRT/RS 5.054 

 

To aqui, tal qual mãe coruja quando o rebento é elogiado. E não é para menos, a Verinha me ensinou a pontuar meus textos, a controlar o “queísmo”, o gerundismo. A única que deixo [e amo!] me chamar de Lindinha. Meu texto ganhou ritmo e fluidez depois dela me “copydeskar”. Por isso sua aprovação me é tão importante. Anseio escrever como a Vera, embora dentro dum estilo próprio. E de quebra, ganhei um elogio pessoal…fiquei ainda mais “abobada”.

Publicado em: on Setembro 1, 2009 at 7:38 pm Comentários (1)

fazendo favores ao meu biógrafo…

harmonys_new_hat_bEsta semana estou analisando propostas. Propostas de apartamento, propostas de emprego, convites de viagem para o feriado. Mas teve um que aceitei antes de analisar só pela justificativa do ineditismo. Foi impensado, quando vi, já tinha dito sim. Depois das quase intimações pra passar o feriado em Floripa e minha saída pela tangente com o clichê “preciso pensar”, aceitei de cara um acampamento. [Gente, com 25 anos eu  nunca acampei!]. Nem lembro o destino, sei que vai ter barraca, praia, violão, fogueira e bebida…precisa de mais alguma coisa?

                                  Se algo me instiga é o que eu ainda não fiz. Não jogo com cartas marcadas. Confesso, sou meio aversa a mudanças radicais mas experimentar é uma bênção. Provar de tudo –ou quase tudo- na vida, é necessário. Ainda não pulei de pára-quedas.  Ainda não viajei de mochila nas costas.  Ainda não bebi vodka na Redenção ao amanhecer [Lu, eu te odeio pq tu mora em POA!]. Ainda não entrei no mar depois da balada [sempre sonho com isso]. Ainda não transei em cima duma mesa de sinuca. Entretanto, já fiz outras tantas coisas que deixariam meu leitor de cabelo em pé.

                                            Aceitei, automaticamente,  porque faltaria um acampamento para minhas memórias quando fosse contá-las aos meus futuros netos. Faltaria os momentos de cagar no mato [Senhor, como vou fazer isso? Logo eu que demoro dois dias pra fazer xixi em lugar estranho!]. Aceitei porque quero fazer o favor ao meu biógrafo [gente bacana não escreve a própria biografia] de ter boas histórias pra relatar. Misto de tragédia e comédia. Misto da bela e da fera, minhas inquilinas de alma. Mas afinal, a vida não é senão as histórias  que vivemos para contar?

Publicado em: on at 6:17 am Comentários (4)
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