Crônicas do Quotidiano

O amor é o meu tema. Aqui você encontra Poesia, textos sobre a vida, textos de amor, frases bonitas, declarações de amor

Só me contentarei com o melhor — abril 19, 2017

Só me contentarei com o melhor

santeÉ necessário uma coragem descomunal para mudar, para sair da zona de conforto contudo é o único jeito de buscar a felicidade: movendo-se. Arrumar as malas, as caixas, colocar coisas fora, dirigir sem parar por horas a fio me exigiram uma força que não acreditava ainda ter. Mas tinha. E tenho mais.

E agora tem novas risadas, novas conversas, novas pessoas. Tem eu aqui, quase inteira, tem toneladas de livros para ler porque afinal, a publicitária decidiu virar juíza e para início de conversa, tinha que cursar Direito na mais renomada Universidade Federal do país. Só me contentarei com melhor.

Não foi tragédia, foi livramento. Não me casar com você foi um presente, tive que me reinventar e creia, adoro todos os dias quem estou me tornando.  Tem mesa de bar na nova vida, tem muita conversa inteligente, tem até umas conversas em francês (e nem sabia que ainda falava). Tem desafios e, sobretudo, tem futuro. Sem você.

Obrigada por ser o bosta que é e reconhecer o quão pouco poderia agregar a mim. Obrigada por enxergar o que eu não via. Tudo está no seu lugar. E não poderia estar melhor.

Santè!!!

Que bom seria se… — novembro 4, 2016
Bordeaux — outubro 30, 2016

Bordeaux

tattoo de corpo inteiro femininoUma amiga, mais cedo, interpelou-me se eu não andava saindo para a balada, já que tenho recusado, recorrentemente, aos seus convites. E confesso, não são apenas os seus mas os convites de um modo geral. Alguém, sabiamente, uma vez me disse, que eu deveria me salvar de morar sozinha com urgência, pois não há nada melhor e, por consequência, nos tornaria anti-sociais. Não me salvei a tempo e sete anos se passaram de ótima convivência.

Quando penso em balada, penso em fila, aperto, abordagens deselegantes, copos de plástico e banheiros menos limpos do que eu gostaria. O que me faria aguentar tudo isso? -Bon Jovi, Metallica, Chico Buarque e Djavan e, creiam, eles não se apresentam com tanta frequência por aqui. Portanto, reservo-me ao meu vinho tinto na sacada, olhando o mar na sua plenitude de ressaca (assim como a minha alma)  e cálices de cristal trazidos de viagem.

A idade traz o que Martha Medeiros chama de “seletividade”, você não vai a qualquer restaurante, não compra qualquer roupa e não é qualquer barato que diverte. Regata de ribana é cafona, restaurante fast food, você passa e cerveja em copo plástico, Deus castiga.

Criolo diz que “os bares estão cheios de almas vazias” e concordo com ele, portanto, me deixe com meu Bordeaux, safra 2009, na sacada, meu semblante contemplativo, meu livro a tira-colo e minha vida acadêmica proselitista. Sou feliz e completa, encontre-se. Seus problemas comigo são de sua inteira responsabilidade, faça bom uso dos mesmos.

Como Já Escreveu Vinícius… — outubro 24, 2015

Como Já Escreveu Vinícius…

tatuagem feminina caveira

Aos que me conhecem, sabem como aprecio os nossos poetas e portanto, faço minhas as palavras de um dos homens da minha vida (sim, na adolescência sonhava ter sido uma das musas de Vinícius de Moraes).

Quando me perguntam porque ando tão quieta, é porque a vida está agitada, coração cheio de amor, fazendo malas, novos rumos, meus velhos e lindos amigos retornando. Ando muito feliz, não há nada para desafogar daqui por enquanto. Fica meu plágio confesso do intenso Vinícius de Moraes, um homem que não aceitava viver sem paixão, famoso por seus nove casamentos, devotado de corpo e alma às amadas enquanto o amor durasse.

Diplomata, boêmio, fumante e sempre apaixonado, um homem que nunca aceitou viver com menos do que merecia. Nisso, poetinha, somos iguais. Se não for para morrer de amor, que venha o próximo!

A UM PASSARINHO

Rio de Janeiro , 1946

Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!  (…)

MORAES, Vinícius de

Dos Ensinamentos Paternos — setembro 13, 2015

Dos Ensinamentos Paternos

tatuagem feminina na coxaIncrível como às vezes, você vai entender as coisas que seus pais te diziam [e às quais te condicionavam] mais de uma década depois. Ontem, no primeiro sol do mês me lembrei de uma conversa que tive algumas vezes durante meus 11 ou 12 anos com meu pai. Rememorei sua voz firme e grave me falando, há pouco mais de uma década que eu nunca precisaria ser insegura, que a adolescência seria um tormento [ele já previa] mas a idade adulta me abraçaria com flores e perfumes, pois sempre era assim para as mulheres mais interessantes.

E ele reiterava mil vezes se preciso fosse que criava mulheres interessantes, por isso o esforço em me alfabetizar aos 3 anos, ao ler Monteiro Lobato e sonetos de Camões para eu dormir. Por isso me ensinava a ouvir Jazz, Blues e Bossa Nova antes mesmo de andar de bicicleta. Ele prezava pela minha cultura, queria me dar aquilo que o tempo nunca poderia me subtrair.

Lembro de cafés em que discutíamos o papel da mulher na sociedade, citando trechos de Simone de Beavoir, ele sempre fora um visionário, um homem à frente de seu tempo, que defendia a revolução sexual, o direito inalienável da mulher de fazer o que quisesse sem ser rotulada, ser dona de suas vontades, me criando e doutrinando para ser cheia delas, sobretudo, livre e independente.

Ele profetizou que eu seria desengonçada na adolescência, típico de mulher alta e de formas italianas, onde tudo é voluptuoso, seios, coxas, cintura fina, rosto de madona, e se vê, atônita, num corpo atraente de mulher feita com apenas 12 anos, logo, aquelas duas pessoas num mesmo corpo, acabam por brigar. Além do “desengonçamento” ainda havia o aparelho, as espinhas, o cabelo que insistia em teimar comigo e ter vida própria.

No meio do “não-lugar” que me foi a adolescência, ele me presenteava com mais cultura ainda, meus melhores amigos eram meus livros, devorava Eça de Queiroz, Gabriel García Márquez, Ernest Hemingway, Umberto Eco e recitava muito dos poetas brasileiros. Meus melhores momentos eram as tardes de sábado com ele fazendo maratonas cinéfilas de Truffaut, Fellini, Godard ou Polanski. Não, não eram esses filmes e livros que se vendem às toneladas atualmente. Fui talhada para a alta cultura,. Meus livros e filmes foram meu refúgio na complicada fase da adolescência e foram, certamente, o que me fizeram o que sou.

E assim como o bruxo de meu pai profetizou, veio a fase adulta, e meu corpo já combinava com meu intelecto, com meus anseios e aspirações. Eu era a tal da mulher interessante, bem humorada e atraente, voluptuosa, inteligente, independente, questionadora, articulada [insuportável para grande parte parte do público feminino que sempre me absorveu como ameaça]. Conhecia etiqueta, moda, sabia dos estilos, tecidos e cortes que me valorizavam, isso fez toda a diferença. É de mim que eles nunca tiram os olhos, os caras [também] mais interessantes.

E admito, passei muitos anos me apaixonando por cérebros, por refinamento, tradição, bom gosto e elegância. Passei muito tempo amando os meus reflexos, homens tão polidos, bem nascidos e instruídos, altamente escolarizados como eu.  Sempre adorei cama, coisa que esses homens admiram em mulheres fortes, essa liberdade de alcova, a lascívia de quem faz tudo porque quer e nunca para agradar quem quer que seja.

Senti uma necessidade catártica, latente de dizer “obrigada, pai”, você sempre esteve certo, quando me proibia de namorar “qualquer um”, ou “um sem eira nem beira, um abaporu” como chamava. Você sempre analisou sobrenomes, escolaridade, projeções futuras e tradição de família para que chegassem perto de mim pois sabia exatamente a raridade que havia criado. Quero agradecê-lo, por sempre ter tido escolha, por nunca ter sido uma qualquer, dependente, aculturada, sem escolaridade, sem postura política ou afirmação na sociedade.

Agradeço por ter estimulado minha independência, minhas conquistas, minha sede incessante por saberes e de não aceitar homens que fossem menos que você. Agradeço por valorizar minha rebeldia, por eu saber viajar sozinha, entrar e sair de todos os lugares sem ser afetada por eles, por meu vocabulário refinado e interminável. Agradeço a postura de “dona do mundo” que tenho quando entro em qualquer lugar, a firme convicção de que ninguém é melhor que eu. Agradeço nossas argumentações sobre liberdade sexual em pleno café da manhã, sobre a base dos relacionamentos: não depender do outro mas acrescentar, sobre não amar aqueles por quem não nutrimos admiração. Agradeço cada conquista que me faz ser quem sou, que me faz orgulhosa de tudo o que tenho, e merecedora de tamanha admiração e respeito dos que me cercam. Valeu, pai, mesmo que você não esteja mais por aqui, o que era mais importante você me deu: a coragem de ser eu mesma, com certeza estamos orgulhosos, fizemos um bom trabalho.

(…)”Todos estes que aí estão

Atravancando meu caminho

Eles passarão

Eu, passarinho.”

[QUINTANA, Mário]

Protegido: Ignorância — agosto 18, 2015
Protegido: Casa Comigo — agosto 3, 2015
Protegido: TAG: um pouco mais sobre mim — agosto 1, 2015
Através — julho 15, 2015
Das Coisas Simples — junho 16, 2015

Das Coisas Simples

Hoje eu tive um dia feliz. Ganhei na loteria? O amor da minha vida voltou? Recebi uma notícia boa? Não. Meu orçamento continua me fazendo escolher entre creme antiidade importado e tatuagem, nunca mais falei com o dito-cujo, mas a felicidade é que não senti falta. A notícia boa que recebi foi de mim mesma, estou saindo da inércia, parando de fazer tudo no piloto automático, só porque “eu tenho que seguir”.

As coisas simples são as mais lindas e as mais difíceis de se enxergar, e hoje fiz questão de fazer tudo, todas as coisas triviais de corpo inteiro. Caminhei no sol, depois de alguns dias sem sair da cama antes da luz do dia acabar. Aliás, ouvi algo do tipo “os dias dos quais você vai se arrepender são aqueles dos quais você não viu a luz”. Então, que venha a luz.

Organizei as coisas, a vida, me livrei de algumas outras que estavam ocupando espaço, espaço que devo usar com a minha própria presença e não com quem não quer estar aqui. A casa está com cheiro de recomeço, de venha o que vier, me encontrará em pé, de queixo erguido e peito aberto. Uma vida não dura muito e nem tem data certa para acabar, então que eu viva a minha como é e não como eu gostaria que tivesse sido. Se ele não me escolheu, eu me escolho a partir de hoje.

Para celebrar as coisas simples, que são lindas, fica a música que não paro de ouvir desde ontem. Melodia descomplicada, letra curta, cheia de significado. Simples como as pessoa devem ser. A verdade é simples, a gente que dá voltas até se perder de si mesmo.

Fernando Gaebler

Vamos que vamos, mas vamos juntos sempre!

O Que Eu Quero Que Você Pense

Tem um Blog. Tem um Garoto. Tem o Blog do Garoto. E tem sempre uma inspiração.

livrosefatos.wordpress.com/

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Moloko com Vellocete: Poesia e Outros Devaneios

A vida também é abstração! E para alimentar este fato, propõe-se uma viagem por onde seja mais fácil perder-se das amarras da realidade. Entre neste mundo paralelo e eleve o espírito para um espaço além do óbvio. "Tempus adest floridum" para todos!

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Um cantinho para refletir sobre livros, poemas e pensamentos

Eurico Gomes

Sobre ler e viver!

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