follow_the_leader_2_bNa primeira vez que a vi, estava de cabelos presos –o que não os deixava tão bonitos- e um vestido com listras diagonais que não a favoreciam. Ela me achou metida. Achei-a provinciana e sem charme.

Ainda lembro da regata branca que vestia na segunda vez que nos vimos. Lembro dos cabelos soltos e longos, a cascata dourada que pendia do alto de seu quase 1,80 m. Não havia como não vê-la, era, sem dúvida, a mais bonita do lugar aquela noite.

Fui descobrindo aos poucos que ela não era só bonita, era autêntica e de uma alegria incontrolável. Seu jeito provinciano acabou por ser mais um dos seus encantos… e por tornar o interior o lugar mais interessante do mundo pra mim naquele verão.

Eu não sabia exatamente  o que a diferenciava tanto, sabia que ela era única. È única quando canta alto( e errando a letra muitas vezes!) no meio do bar lotado. É única quando ri-já alta de tanta cerveja- e suas bochechas ficam rosadas. Única quando partilha comentários maldosos ou, pelo menos bem mal-intencionados…Bandida!

E foi assim, partilhando taças de cerveja e histórias de bar que ela se tornou doce, foi ficando menos provinciana pra mim. E eu, menos metida pra ela. Hoje não imagino uma festa sem ela, um boteco sem ela e ainda menos crises de riso longe dela.

É a personificação de toda a alegria que já presenciei tão perto. Se pudesse, aliás, içaria-a para mais perto, para sempre perto.  

Dizem que amigos nos são estimados não exatamente pelo que são mas pelo que somos quando estamos com eles.

Eu sou mais feliz quando perto dela, mais risonha, mais divertida…eu sou muito mais Angélica e gosto infinitamente mais de mim.

 

 

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