harmonys_new_hat_bEsta semana estou analisando propostas. Propostas de apartamento, propostas de emprego, convites de viagem para o feriado. Mas teve um que aceitei antes de analisar só pela justificativa do ineditismo. Foi impensado, quando vi, já tinha dito sim. Depois das quase intimações pra passar o feriado em Floripa e minha saída pela tangente com o clichê “preciso pensar”, aceitei de cara um acampamento. [Gente, com 25 anos eu  nunca acampei!]. Nem lembro o destino, sei que vai ter barraca, praia, violão, fogueira e bebida…precisa de mais alguma coisa?

                                  Se algo me instiga é o que eu ainda não fiz. Não jogo com cartas marcadas. Confesso, sou meio aversa a mudanças radicais mas experimentar é uma bênção. Provar de tudo –ou quase tudo- na vida, é necessário. Ainda não pulei de pára-quedas.  Ainda não viajei de mochila nas costas.  Ainda não bebi vodka na Redenção ao amanhecer [Lu, eu te odeio pq tu mora em POA!]. Ainda não entrei no mar depois da balada [sempre sonho com isso]. Ainda não transei em cima duma mesa de sinuca. Entretanto, já fiz outras tantas coisas que deixariam meu leitor de cabelo em pé.

                                            Aceitei, automaticamente,  porque faltaria um acampamento para minhas memórias quando fosse contá-las aos meus futuros netos. Faltaria os momentos de cagar no mato [Senhor, como vou fazer isso? Logo eu que demoro dois dias pra fazer xixi em lugar estranho!]. Aceitei porque quero fazer o favor ao meu biógrafo [gente bacana não escreve a própria biografia] de ter boas histórias pra relatar. Misto de tragédia e comédia. Misto da bela e da fera, minhas inquilinas de alma. Mas afinal, a vida não é senão as histórias  que vivemos para contar?

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