Poucas coisas me irritam mais que gente se enfiando na minha vida. Sobretudo no que escrevo. Gente tentando se achar no meio dos meus textos no blog. O blog é meu, os textos idem e a vida é minha e de ninguém mais.

O  espaço para confidências foi criado para me desafogar desse turbilhão de sentimentos profusos que é a minha alma. Fico absolutamente feliz que tenha leitores. Muito obrigada. Mas definitivamente, não tentem se encontrar aqui. Semana passada fui interpelada por alguém se era ele o protagonista do texto “vai passar”. Bom, foi a pergunta mais imbecil que ouvi na vida. Primeiro pela pretensão de quem o fez. Desde quando tivemos “sexo Cirque du Soleil”? Ou você teve cabelos? Ou cantou músicas de desenho animado?

                            Aos que me lêem para se encontrarem nos textos, por favor, parem agora e jamais voltem a este espaço. É a minha alma, não tem a ver com ninguém mais. Eu escrevo para o que me desperta ódio ou paixão. Fazer com que um escritor se explique em seus insights criativos, nada mais é do que minar sua criatividade. Odeio escutar “eu ia te perguntar se é pra mim”. Bom, se o fosse, teria te mandado o link. Escritor mistura realidade e ficção.

                                “O poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.” (Pessoa)

                                Por favor, deixe minha alma e meu espaço em paz. Quando quiser encontrar-se, escreva você mesmo, crie o seu espaço, desenvolva o seu estilo mas, nem por um instante, me tire o que tenho de melhor. Não me leia mais se isso for para que se encontre por aqui.

Não me faça odiar o que faço de melhor. Ou a única coisa que faço com toda a minha alma.

O espaço é meu. Jamais foi ou será nosso.

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