Sutileza não é, nem de longe, um dos traços da minha personalidade mas no que tange o mundo das fraldas, babadores e pelúcias, eu me supero. Talvez seja a falta de identificação ou de instinto materno mesmo, fato é que essa semana consegui soltar algumas pérolas em situações envolvendo crianças.

Situação 1:

Paula [mãe da Vivi, 3 anos]: – Não existe nenhuma possibilidade de eu viajar sem a minha filha!

Bruna: – Páza, deve ter um jeito, tu nunca procurou nas páginas amarelas da lista telefônica? Não tem aqueles hoteizinhos para deixar os cachorros enquanto os donos viajam? Então, deve ter algo assim para crianças. É bem parecido, elas não falam direito, só brincam, comem e dormem.

Paula: – Não, eu juro que não estou ouvindo isso! Tu não tem noção! Olha, se existisse esse tipo de hotel eu não teria coragem de deixar minha filha porque poderia trabalhar alguém como tu por lá.

Situação 2 [Ainda no diálogo Paula e Bruna]:

Paula: – Ai, olha isso, amiga, eu não tinha essa barriga nem esse bração antes da gravidez, tu lembra, né? Eu tinha cintura.

Bruna: – Claro que eu lembro, né, Páza, tu tinha um corpão! Não adianta, sair do bloco cirúrgico sem emendar a cesariana numa abdominoplastia já aproveitando a mesma anestesia é como ser atropelada de frente por uma jamanta. O peito, então, fica um lixo!

Situação 3:

Bruna sentada à mesa da cozinha com Diana, 1 ano, no colo [acreditem, tem mãe capaz de me deixar a menos de 10 metros duma criança].

Diana pega uma faca usada no café.

Anderson, tio de  Diana, aponta com a cabeça: – ela pegou a faca.

Bruna: – Não pode?

Todos: – Não, né, Bruna, ela é um neném! Mas que guria sem noção! Se um filho teu passar dos dez meses, se cria sozinho!

Anderson narra [e gesticula] Bruna daqui a quinze anos, conversando com as amigas: – “O que é o que é? É fofinho, branquinho, cheirosinho cheio de listras vermelhas? – É a minha filha brincando com uma faca!”

Situção 4:

Bruna escolhendo DVDs e a dona da banca [putz, pirataria é crime, né?] larga o bebê que tinha no colo para atendê-la: – vou buscar uma sacolinha, só não vai levar minha filha pra casa, brinca.

Bruna não se contém: – Bah, olha, tu nem precisa te preocupar comigo porque roubar criança é um péssimo negócio, não me traria lucro, só despesa!

Situação 5:

Bruna conversando com Maumau no MSN às 2h da madrugada de quinta: [sic]CtrlC+CtrlV

Mau diz:

Bah, Bru, to chegando nos 20 paus por mês, já dá pra gente pensar em casar e ter 2 guris e uma guriazinha pra eu sentir ciúmes, né?

Bruna diz:

Sim, keri, quando tu chegar nos 50 por mês, avisa, para contratarmos a barriga de aluguel.

Mau diz:

Pra quê barriga de aluguel?

Bruna diz:

Amore, tu não acha que eu vou ficar do tamanho duma vaca pra tu ter herdeiros, né? Eu me ferro e tu ainda dá o teu sobrenome? Nem pensar! E eu nem sou a mais chegada em criança.

Mau diz:

Bah, nem eu, mas como sou filho único, preciso de herdeiros. Como é que vão se criar esses viventes? – Babá, certo!

Bruna diz:

Ou tudo solto no pasto e a gente só cata os bernes quando forem entrar em casa…

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