Cada vez que me questiono sobre as minhas escolhas, certo e errado [e aliás, o certo é somente o que dá certo para cada um], surge alguém a me surpreender. Como as pessoas que você mantém perto dizem muito sobre quem você é, tenho minhas respostas na quantidade de gente interessante para quem dedico minha atenção.

Essa semana, estava numa “bad” e comecei a bater uns papos mais cabeça com um amigo blogueiro. Incrível como se consegue falar melhor dos seus dramas a um estranho, ou semi-estranho no caso. Comentei da minha teoria versada sobre  não haver par para mim no mundo. Devo ter sido feita avulsa e, de certa forma, estou abandonando aos poucos a crença no meu lado amoroso. Guardo as lágrimas para os meus livros. Dan Arsky  [HTTP://800gritosmudos.blogspot.com/] responde: -“Cada dama de copas tem seu rei de espadas. Vai embaralhando e apostando que uma hora você acha. Ele está perdido por aí.”   

No meio da conversa, a zeladora aperta o interfone. Atendo e enquanto enrolo aquela crente maldita, eis que Dan me escreve um soneto. Chorei! Ninguém me havia escrito algo até então. Ou, pelo menos, segundo as teorias do moço, mostrado para mim.

Então, deixo-lhes aqui o soneto para Bruna Barievillo ou “Damas em Xeque”, de Dan Arsky:

Pela centésima vez no meu dia

Bateu à porta a esperança miserável

De ser a criatura que me levará embora

Para qualquer castelo que eu inventar

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Mas era mais uma vez somente a melancolia

Das palavras de uma madre lamentável

Que por suas certezas reflete uma dama que chora

De quem será o cavalo que ouço o galope se aproximar?

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Dou minhas lágrimas por meus livros

As dôo por migalhas e retalhos

Do que quero um dia encontrar

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Sei que me observa por detrás de vidros

Sei que está perdido, meu rei de espadas, nesse vil maço de baralho

Montarei um castelo de cartas bambo enquanto espero a ti para me buscar

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P.S.: também ganhei o desenho ilustrativo…

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