Não existe um poema mais especial pra mim que este. Foi o primeiro que aprendi, devia ter uns sete anos, eu e meu pai [sempre meu parceiro de poesia] recitávamos várias vezes para que eu o soubesse inteiro. Mesmo quase 20 anos depois, eu me lembro direitinho dele, esqueço alguns outros mas este nunca abandona minha memória. Eu lhes deixo, de presente de ano novo, uma das doçuras de Mario Quintana intitulado “Esperança”:

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó, delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha dos olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam nunca:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Feliz 2011!!!

P.S.: mãe, obrigada pela força; pai, obrigada sempre pela poesia!

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