Eu não gosto de riso contido

De palavrão quando a poesia cabe

De rosto estático

Sou melhor quando jogo farpas disfarçadas de lírios

quando xingo rebuscadamente

Ou sou melhor

Porque sei amar inteira

Porque sei sofrer inteira

Porque não preciso de porquês

E  grito tanto a minha felicidade

quanto a minha desaprovação

Grito porque a vida costuma abafar a voz dos que não se dobram

E também não aceito os conselhos de me economizar

Eu quero é me gastar, flutuar

E se eu cair de cara, de novo,

Devoro um livro e outro  champagne

Me levantar, no salto 12, é minha especialidade.

 

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