ImagemEu quero viver de escrever, eu quero ser lida. Quero que as minhas palavras gritem tudo aquilo que minha voz não pode, tudo aquilo que o meu coração cala e que a minha cabeça tenta, em vão, esquecer.

Eu quero me rasgar, sair de mim, me parir pro mundo das minhas entranhas mais escondidas, mais disfarçadas, mais esquecidas, andar por aí nas linhas que eu produzir, leve, solta, como nunca tive oportunidade de ser

Ser. Eu quero que meu ser seja repleto, completo e único.

Eu não quero que me falte, quero ser inteira, só minha e pra quem me quiser assim, assustadoramente exagerada.

Quero transbordar, explodir, pôr fogo no meu circo e acender um cigarro nas chamas

E depois, bom, depois a gente arranca a folha, amassa e joga no lixo.

E começa tudo de novo. E de novo. E de novo. E de novo. Todos os dias.

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