morreHoje acordei com uma única vontade: de que você morra.

Não, não metaforicamente. De forma física mesmo. Pense comigo, seria um favor gigante que você faria a todos.

Assim meus problemas acabariam, ela me esqueceria, já que vive sua vidinha medíocre centrada em me difamar.

Se você morresse, toda a lama da sua existência não continuaria a respingar em mim.

Todas as suas escolhas erradas parariam de ecoar na minha vida.

Escolha errada, aliás, a de me querer há um ano. É verdade, erro crasso. Não dá para estacionar no gramado impecável e cheiroso da casa de alguém sendo um caminhão de lixo. Um caminhão de lixo cheio de sacos de dejetos e entulhos juntados durante toda uma vida de enganos, mentiras e péssimas escolhas. Não poderia vir nada de bom disso, a não ser estragar meu gramado. Erro. Grande erro. Maldito erro. Nódoa. Mácula.

Hoje acordei com uma vontade maciça e pungente de enterrá-lo numa cova funda como você merece. Sem homenagens. Sua lápide: “aqui jaz um homenzinho fraco que perdeu a única chance de virar gente na vida”. Queria algo como “destemido”? Só se destemido agora significa emasculado ou “ser que urina nas próprias calças de medo”.

E não, definitivamente, nada de morte lenta como leucemia ou dramática como embolia pulmonar. Ok, câncer de testículos parece uma boa ideia, entretanto você precisaria ter bolas para isso. Que a partida seja rápida, honesta como você nunca teve a coragem de ser.

Eu desejo que você morra e espero que os vermes, que eventualmente venham a comê-lo, não vomitem.

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