Ele chegou tirando meu salto e baixando minha guarda

Me abraça quando a verdade me dói nos ossos

Outros tiraram a minha roupa, ele tirou minha armadura

Ele me ensina todos os dias que amor tem mais a ver com beijos no portão que com atos excêntricos

Ele tem pelos ruivos na barba, um nariz com personalidade e um senso de humor tão especial que embarca em cada uma das minhas cafonices

É meu chicote divino e minha bênção, me convence até a discutir relacionamento.

Me faz dormir com cafuné na cabeça e me beija onde jamais fui beijada

Ele me tira de dentro de mim e me recomeça, deixando as suas marcas

Pega na minha mão e não tenta decidir meu caminho, me acompanha enquanto a gente está andando junto

Ele é a própria crônica do quotidiano. E eu, que queria tanto um amor de parar o trânsito, encontrei um que me faz seguir o fluxo do normal e do conhecido. Encontrei o amor diário, de dormir e acordar junto, fazer café e dar beijo de bom-dia, boa-sorte, boa aula, boa viagem.

E o amor veio rápido, forte, contumaz. Veio e ficou. Quotidianamente. Como se sempre tivesse estado aqui.

 

 

 

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