Crônicas do Quotidiano

O amor é o meu tema. Aqui você encontra Poesia, textos sobre a vida, textos de amor, frases bonitas, declarações de amor

De tatuagens, marcas e reentrâncias — maio 1, 2017

De tatuagens, marcas e reentrâncias

Crônicas do Quotidiano

As minhas marcas, a partir de agora, escolho eu. Minha primeira tatuagem fará aniversário no mês que vem, junto comigo. Lembro que foram anos de argumentação para convencer a minha mãe a assinar a autorização [na época eu era menor de idade]. Meu melhor argumento, indubitavelmente, foi uma comparação entre as marcas de dentro e as de fora.

A gente carrega cicatrizes pela vida afora, alguém que descontou as frustrações em cima de você, outro que foi embora quando você mais precisava que ele ficasse, um namorado que te traiu, uma amizade que se desfez por bobagem, um laço que se rompeu, alguém que a vida [ou a morte] levou muito depressa e te faz falta todos os dias…

Então, quando se olha pra dentro, está tudo sulcado fundo, aparente, visível com clareza, muitas vezes, até os outros enxergam. Está lá a tua dor estampada, bordada em neon e não…

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Só me contentarei com o melhor — abril 19, 2017

Só me contentarei com o melhor

santeÉ necessário uma coragem descomunal para mudar, para sair da zona de conforto contudo é o único jeito de buscar a felicidade: movendo-se. Arrumar as malas, as caixas, colocar coisas fora, dirigir sem parar por horas a fio me exigiram uma força que não acreditava ainda ter. Mas tinha. E tenho mais.

E agora tem novas risadas, novas conversas, novas pessoas. Tem eu aqui, quase inteira, tem toneladas de livros para ler porque afinal, a publicitária decidiu virar juíza e para início de conversa, tinha que cursar Direito na mais renomada Universidade Federal do país. Só me contentarei com melhor.

Não foi tragédia, foi livramento. Não me casar com você foi um presente, tive que me reinventar e creia, adoro todos os dias quem estou me tornando.  Tem mesa de bar na nova vida, tem muita conversa inteligente, tem até umas conversas em francês (e nem sabia que ainda falava). Tem desafios e, sobretudo, tem futuro. Sem você.

Obrigada por ser o bosta que é e reconhecer o quão pouco poderia agregar a mim. Obrigada por enxergar o que eu não via. Tudo está no seu lugar. E não poderia estar melhor.

Santè!!!

Que bom seria se… — novembro 4, 2016
Bordeaux — outubro 30, 2016

Bordeaux

tattoo de corpo inteiro femininoUma amiga, mais cedo, interpelou-me se eu não andava saindo para a balada, já que tenho recusado, recorrentemente, aos seus convites. E confesso, não são apenas os seus mas os convites de um modo geral. Alguém, sabiamente, uma vez me disse, que eu deveria me salvar de morar sozinha com urgência, pois não há nada melhor e, por consequência, nos tornaria anti-sociais. Não me salvei a tempo e sete anos se passaram de ótima convivência.

Quando penso em balada, penso em fila, aperto, abordagens deselegantes, copos de plástico e banheiros menos limpos do que eu gostaria. O que me faria aguentar tudo isso? -Bon Jovi, Metallica, Chico Buarque e Djavan e, creiam, eles não se apresentam com tanta frequência por aqui. Portanto, reservo-me ao meu vinho tinto na sacada, olhando o mar na sua plenitude de ressaca (assim como a minha alma)  e cálices de cristal trazidos de viagem.

A idade traz o que Martha Medeiros chama de “seletividade”, você não vai a qualquer restaurante, não compra qualquer roupa e não é qualquer barato que diverte. Regata de ribana é cafona, restaurante fast food, você passa e cerveja em copo plástico, Deus castiga.

Criolo diz que “os bares estão cheios de almas vazias” e concordo com ele, portanto, me deixe com meu Bordeaux, safra 2009, na sacada, meu semblante contemplativo, meu livro a tira-colo e minha vida acadêmica proselitista. Sou feliz e completa, encontre-se. Seus problemas comigo são de sua inteira responsabilidade, faça bom uso dos mesmos.

Como Já Escreveu Vinícius… — outubro 24, 2015

Como Já Escreveu Vinícius…

tatuagem feminina caveira

Aos que me conhecem, sabem como aprecio os nossos poetas e portanto, faço minhas as palavras de um dos homens da minha vida (sim, na adolescência sonhava ter sido uma das musas de Vinícius de Moraes).

Quando me perguntam porque ando tão quieta, é porque a vida está agitada, coração cheio de amor, fazendo malas, novos rumos, meus velhos e lindos amigos retornando. Ando muito feliz, não há nada para desafogar daqui por enquanto. Fica meu plágio confesso do intenso Vinícius de Moraes, um homem que não aceitava viver sem paixão, famoso por seus nove casamentos, devotado de corpo e alma às amadas enquanto o amor durasse.

Diplomata, boêmio, fumante e sempre apaixonado, um homem que nunca aceitou viver com menos do que merecia. Nisso, poetinha, somos iguais. Se não for para morrer de amor, que venha o próximo!

A UM PASSARINHO

Rio de Janeiro , 1946

Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!  (…)

MORAES, Vinícius de

Protegido: Ignorância — agosto 18, 2015
Protegido: Casa Comigo — agosto 3, 2015
Através — julho 15, 2015
Odeio Você — maio 31, 2015

Odeio Você

tatuagem de flor de lótusOdeio você

Odeio o seu cheiro que não sai das minhas coisas

Odeio suas lembranças pela casa

Odeio a textura da sua barba, que ainda sinto entre meus dedos

Odeio sua voz

Odeio seu sorriso e cada dente particularmente torto que me matava de tanta alegria

Odeio te enxergar na rua, na cama, no banheiro, nos bares

Odeio as horas vazias sem nossas conversas intermináveis

Odeio vestir aquela camisa e ficar vagando pela casa como um fantasma que já viveu aqui

Odeio acordar de manhã e rezar pra quando abrir os olhos, por um milagre, você estar no travesseiro ao lado

Odeio passar pelos nossos lugares

Odeio te amar tanto

Odeio todos os homens que me olham na rua, que me cantam na balada, odeio porque me sinto violada, sem dono, sem você

Odeio sentir tanto a sua falta

Odeio muito você

Mas odeio sobretudo não conseguir odiá-lo.

As Suas Chegadas — maio 28, 2015

As Suas Chegadas

tatuagem feminina para péMe diz porque você não está aqui!

Por que eu não estou rindo ininterruptamente, ou tirando a tua roupa ou mordendo a tua orelha, tão minha?

Por que você não cruza essa porta agora e me chama de coisas que não se escreve? Por que não chega logo e me desconcerta com o seu cheiro, que me deixa absolutamente sem rumo?

Precisa mesmo estar tão longe?

Tanto avião pousando aqui do lado e o seu, nada.

Vem logo pra cá, para brincarmos de casinha e você chamar meu apartamento de Barbie de “casa”.

Foge pra cá, corre logo pra mim, pra eu me entregar inteira pra você, sem ressalvas, sem reservas, sem guardar nada, só sua.

Traz teu gosto, teu barulho, tuas texturas, traz tudo pra mim. Traz o frio na barriga, os arrepios e os tremores [ah, os tremores!]. Me preenche de ti, me deixa bêbada com o teu cheiro, me transborda!

Chega colocando a mão na fechadura e em cada pedacinho do meu corpo, ganhando o controle da garagem e de todo o resto. Chega me tomando só pra você. Porque eu não lembro de me sentir tão eu antes de estar nos seus braços. Vem depressa para as minhas panturrilhas matarem a saudade das suas costas.

Chega de uma vez porque estou com saudade de você, de mim, da gente. Chega porque eu quero ficar esperando a sua chegada na sala, linda, com as meias de que você tanto gosta e a cabeça cheia de bobagens. Chega porque eu quero incomodar os vizinhos, fazer barulho, para que todos saibam que você está aqui e que eu sou sua.

Chega porque quero te acordar daquele jeito, porque quero me encostar no teu ombro, roubar o teu calor pra mim. Chega porque olhar essa porta esperando a tua chegada é cruel por demais. Vem depressa me fazer rir, me explodir em êxtases consecutivos, vem logo me fazer ficar perdida no meu território, que eu pensava dominar com tamanha maestria.

Vem porque eu não imaginava que você faria tanta falta. Vem porque a cama está imensa, porque a porta tem outro significado, porque sinto falta de você na rua, na areia. Logo eu, tão completa, tão independente.

Vem porque está tudo em preto e branco desde que você foi embora, como se o tempo tivesse parado. Vem para o relógio voltar a andar e eu me sentir inteira. Vem porque te amar é uma urgência física, das que se passar um minuto, hiperventila, sufoca, mata. Vem porque prefiro respirar com o teu corpo ao meu alcance.

Todavia, vem, larga o que estiver fazendo e corre pra cá. Você sabe que sempre será bem recebido. Vem pra eu ficar absoluta e completamente boba com a sua chegada, pra eu não me reconhecer, ou simplesmente me reencontrar.

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texto escrito em 27/05/2014, 1 ano atrás.

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